Lúcia e Ophelia nunca teriam sido amigas, mas eram irmãs. É o dia do casamento de Lúcia. Ela se casará com Juan, seu companheiro por quatro anos. Carmen, a mãe otimista e negadora, decide convidar sua outra filha Ofélia para o casamento de seu primogênito, querendo pôr um fim à rivalidade entre as irmãs que não se vêem há sete anos. Ofelia chega ao casamento acompanhada de seu companheiro, Andrés, ambos vivem isolados no meio da selva amazônica. As irmãs são novamente empurradas pelos desejos dos outros. Elas voltam a ser presas dessa armadilha. Ofelia torna-se mais calma, mas mais animal, primitiva, livre e perigosa. Lúcia, forte e territorial, sente-se poderosa embora haja algo que ela não pode controlar: o desejo de seu marido. Ofelia e Juan desejam um ao outro desde o primeiro olhar. Ofelia, a tempestuosa, a frágil, era também a mais livre quando se tratava de explorar sua sexualidade. Lúcia sempre desfrutou através de sua irmã. Ela a espiava, ela era voyeur e discípula. O encontro entre João e Ofélia começa como uma fantasia perturbadora na mente dos três, até que os corpos pedem para se juntar. Os dois casais vivem uma lua-de-mel compartilhada na casa do penhasco "La Dreamed". Lá, o sexo entre Ofélia e Andrés, e, entre Juan e Lúcia, torna-se apenas fuga e desobrigação, mas as irmãs sabem que estão condenadas a desejar o mesmo homem.